Tempestades extremas em Portugal: um alerta e uma oportunidade para repensar o território
Portugal tem sido atravessado por uma série de fenómenos meteorológicos extremos/severos que revelam fragilidades profundas. Eventos como as depressões "Kristin" e "Leonardo", que envolveram um comboio de tempestades, afetaram parte da Europa (especialmente Portugal), inundaram zonas urbanas e rurais, expondo vulnerabilidades estruturais e ambientais no território português.
⛈ O que as tempestades nos querem "dizer"?
Fenómenos como estes não são mais “acidentes isolados”. A Geografia, a Climatologia entre outras ciências, têm vindo a alertar que as alterações climáticas estão a tornar os eventos extremos mais frequentes e mais intensos - uma realidade que já estamos a sentir em Portugal e em outras partes do mundo. A combinação de um clima em transformação, com práticas humanas que degradam sistemas naturais, em ritmo acelerado, faz com que tempestades e cheias causem impactos cada vez maiores.
Um dos principais problemas é a impermeabilização do solo nas áreas urbanas: estradas, passeios e construções impedem que a água da chuva seja absorvida de forma natural, aumentando o risco de cheias e erosão. A destruição de zonas húmidas e a alteração de cursos de água naturais, também reduzem a capacidade de retenção de água do território, agravando os efeitos.
🐾🌿Natureza como solução (SbN - Soluções baseadas na Natureza)
Perante este cenário, especialistas e organizações ambientais, como a SPEA BirdLife, defendem que a natureza não é parte do problema, mas sim parte essencial da solução. Ao restaurar e proteger sistemas naturais podemos, por exemplo:
- melhorar a absorção de água através da criação e expansão de espaços verdes urbanos, parques e corredores ecológicos;
- restaurar ribeiras e margens fluviais, recuperando a capacidade natural de armazenamento de água e reduzindo a erosão do solo, com a introdução ou reforço da vegetação ciliar;
- gerir árvores e arborização urbana com conhecimento técnico, reforçando a sua saúde e resiliência, em vez de recorrer a podas agressivas e mal planeadas.
Estas ações podem reduzir significativamente os impactos das cheias e tornar as cidades e campos mais resistentes aos eventos climáticos da atualidade.
💭Um convite à reflexão
Este não é apenas um desafio ambiental: é um alerta para repensarmos como construímos, planeamos e vivemos no território. As tempestades extremas, longe de serem exceções esporádicas, estão a tornar-se parte da nova normalidade climática, exigindo respostas que integrem ciência, planeamento urbano, conservação da natureza e hábitos de produção e consumo conscientes e sustentáveis.
Portugal ainda tem tempo para agir, mas apenas se aceitarmos que a natureza é parte da solução (SbN) e não um obstáculo a contornar*.
*Texto baseado em: https://spea.pt/tempestades-extremas-expoem-fragilidades-em-portugal-natureza-e-parte-da-solucao/

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Algo temos de fazer com urgência, no sentido de minimizar os efeitos catastróficos pelos quais estamos a viver, com os resultados bem presentes!
ResponderEliminarNunca pensei nas tempestades desse jeito, de certa forma elas são as mensageiras do colapso ambiental.
ResponderEliminarÉ uma boa iniciativa,mas não só Portugal devia se juntar a esta causa ,o mundo todo devia tomar mais atenção nestes assuntos e ajudar com o meio ambiente .
ResponderEliminarAs tempestades extremas não são apenas eventos isolados, mas sinais claros de que precisamos repensar o planeamento urbano e a forma como interagimos com o território. Apostar em soluções baseadas na natureza parece não só urgente, mas também inteligente — mais sustentável, resiliente e alinhado com o futuro. 🌱🌍
ResponderEliminarAchei interessante este texto porque mostra que as tempestades extremas não são só acidentes, mas sinais de que precisamos mudar a forma como cuidamos do território. Acho que, se protegermos rios, restaurarmos zonas húmidas e criarmos mais espaços verdes nas cidades, conseguimos reduzir cheias e tornar tudo mais seguro e sustentável.
ResponderEliminarA publicação é muito interessante e faz-nos refletir sobre o que aconteceu em Portugal no início do ano com as tempestades e cheias. Durante esses dias, vimos muitas notícias sobre fenómenos extremos em todo o país, mas essas notícias mostravam apenas o que estava a acontecer, sem explicar as causas. O texto ajuda-nos a perceber que muitos destes problemas estão ligados às nossas próprias ações, que têm impactos negativos no ambiente.
ResponderEliminarDestaco a parte sobre a impermeabilização dos solos, que é comum nas cidades e aumenta o risco de cheias. Também concordo com a ideia de que a natureza pode ser uma solução, através da criação de espaços verdes e da proteção dos rios e zonas naturais.
No geral, o texto está bem conseguido porque não só alerta para o problema, como também explica as suas causas e possíveis soluções.