Semana do dia da Terra (22/04) - de 1 milhão de beatas a um percurso local: a nossa "Caminhada das Beatas" inspirada por Andreas Noe
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Nesta Semana da Terra, a nossa escola decidiu passar à ação! Inspirados pelo incrível trabalho do ativista alemão Andreas Noe, conhecido como The Trash Traveler, realizamos a nossa própria "Caminhada das Beatas".
Para quem não conhece, o biólogo alemão Andreas Noe tornou-se uma referência em Portugal ao recolher mais de 1,1 milhões de beatas em apenas dois meses. A imagem dele mergulhado numa "montanha" de filtros de cigarro chocou o país e recordou-nos de uma verdade desconfortável: as beatas são o resíduo mais comum nos nossos espaços públicos e uma das maiores fontes de poluição química dos solos e oceanos.
Os nossos alunos seguiram os passos deste "viajante do lixo", mas com um toque matemático/geográfico: calcular a "População Relativa" das beatas no nosso trajeto. Quantas destas pequenas ameaças ambientais existem por cada quilómetro percorrido na nossa zona?
Mais do que limpar, queremos consciencializar! Cada filtro que apanhamos é menos uma fonte de microplásticos e veneno a contaminar as águas que o Andreas tanto defende nas suas caminhadas pela costa portuguesa.
O resultado foi este: um verdadeiro "murro no estômago". Ao dividirmos o total de resíduos pela distância percorrida, obtivemos dados científicos sobre a nossa cidade, através de uma pequena amostra:
Distância percorrida: 1,45 km
Total de beatas recolhidas: 1.954 unidades
População Relativa: 1.347 beatas por quilómetro
Isto significa que, em média, encontramos mais de uma beata em cada metro de caminho. No entanto, o dado mais preocupante surgiu logo à saída: 656 beatas estavam concentradas apenas no espaço em frente à nossa escola.
Para responder a este "foco de poluição" à nossa porta, criamos um cartaz de sensibilização. O objetivo é claro: alertar quem nos visita e quem está à frente da nossa escola, uma única beata liberta arsénio e chumbo, contaminando até 1.000 litros de água, por exemplo.
Ao retirarmos estas quase 2.000 beatas do chão, evitamos a contaminação potencial de cerca de 2 milhões de litros de água. Transformamos a geografia e a matemática em ferramentas de defesa do oceano e dos solos, e provamos que, embora uma beata pareça pequena, a sua densidade em Torres Vedras é uma "invasão" que não podemos ignorar.
Obrigado a todos os alunos que foram hoje verdadeiros cientistas ambientais. A nossa cidade está hoje mais limpa e o nosso cartaz garante que a mensagem continua a passar!



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